segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Alice no País das Maravilhas

Alice vivia num país que ela achava perfeito. Daí o chamava de País das Maravilhas! Mas era apenas uma criança, imatura e via tudo com os olhares puros de uma criança. Não via nenhuma má intenção na Rainha Vermelha. Achava até interessante que até mesmo as flores brancas fossem pintadas de vermelho, cor predileta da Rainha. “Afinal de contas, o branco é sem graça”, pensava.
Nem o autoritarismo e intromissão da Rainha, disfarçados de “cuidado com seus súditos”, ela conseguia enxergar. Entendia o “é melhor ser temida que amada”, como uma forma de manter a ordem. Mas o que os moradores daquele país poderiam temer? O medo de não ter alimento? O medo de não ter onde morar? O medo de perder seus postos de trabalho? Bom, isso eles poderiam conquistar com seus próprios esforços, pensava.
Com o tempo, Alice achou que o vermelho sozinho já não era tão belo e que o branco talvez não fosse tão sem graça assim. E aquela Rainha Branca, será que não poderia ter outras opções de cores para alegrar o país que, àquelas alturas ela já não achava o País das Maravilhas desde que a Rainha Vermelha tomou por bordão o “Cortem a cabeça!”. Cabeça de quem? De quem se opunha a seus devaneios ou não concordava com suas ideias mirabolantes que fazia do País das Maravilhas um outro filme (o do navio).
Então Alice percebeu que o povo não a amava, apenas temiam as perdas de migalhas que recebiam da Rainha e que achavam que eram insubstituíveis. Alice descobriu que nem todos se curvavam e que um grupo pequeno aliado, à Rainha Branca, lutava por mudanças. Dentre eles, o Chapeleiro, que parecia louco mas era mais sóbrio do que se podia imaginar, o Coelho apressado por mudança e o Gato que dominava a arte de aparecer e desaparecer. Juntos resolveram por um fim à ditadura vermelha.
Como acaba esta história? Vai depender se o povo daquele país vai ou não abrir mão nas migalhas para tentar o novo!

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